Autor: Vilcemar Motta
(Roteiro pode ser adaptado conforme sua necessidade)

1 - Cena
(Entra dois guardas em cena.)
Sargento Miguel – Fazer policiamento nesta área em muito perigoso cabo Rafael! (Olhando para platéia)
Cabo Rafael – É mesmo sargento, olha lá aquele cidadão é muuuito suspeito. (Os dois aproximam-se da boca de cena e aponta para uma pessoa da platéia)
Sugestão: Nesta hora pode improvisar chamando uma pessoa da platéia e revistando.
(Pelo radio os policiais recebem um chamado.)
Rádio – Sargento Miguel, na escuta, confirma, Cambio?

Sargento Miguel - Q.S.M (ou “na escuta”) Cambio.

Rádio – Ocorrência de 1,5,2, assalto seguido de seqüestro, cambio.
Sargento Miguel – Já identificou o meliante, câmbio?
Rádio – Sim, são dois suspeitos o Homem e o Pecado, cambio.
Cabo Rafael  – Só podia ser estes dois novamente, sargento!
Sargento Miguel – E a vitima, cambio?
Rádio – Uma senhora cujo o nome é Dona Alma, cambio.
Sargento Miguel – Informe Local, cambio.
Rádio – Local Rua dos Milagres, numero 28 – Bairro do Arrependimento. Cambio
Sargento Miguel – Entendido, dirigindo-se o para o local. Cambio, desligo.
(Saem de cena.)
2 – Cena
(Uma mulher amarrada na cadeira, dois personagens, o primeiro do lado esquerdo e o segundo do lado direito. Toda a cena do lado esquerdo do palco.)
(Falando para a platéia.)
Homem – Ai, Galera, meu apelido é o “Homem”, porque sou macho viu tia (olhando para vítima), todo mundo tem medo de mim, fica se borrando quando o “Homem” passa. Sacô tia!
Dona Alma – Grandes coisas!
Homem – Acho que nóis combinamos certinho, certinho , eu to doido pra matar alguém e senhora tá doidinha pra morrer! Né tia?!
Pecado – E meu apelido é “Pecado”, sou o chefe aqui, se a madame colaborar, não vai acontecer nada com a senhora.
Dona Alma – Vocês acham que eu tenho medo de vocês, vo...
Pecado – Eu não acho, tenho certeza. (com o revolver apontado na cara dela)
Dona Alma – Você acertou! Calma! (com expressão de medo)
Homem – Mas você disse que eu seria o chefe hoje. (Com a cara emburrada)
Pecado – Calma Homem!  vai chegar a sua vez! Desmancha biquinho!
Homem – Não vou.
Pecado – Desmancha. Se não, não saio, mas contigo.
Homem – Tá bom!
Pecado – Mostra que você é macho, pô!
Homem – Hum! Eu sou mancho mano, não tenho medo de nada!

(A policia chega pelo lado direito do palco e fica afastada como se tivesse uma parede.)
Cabo Rafael – Vocês estão cercados, sai com as mãos pra cima. (gritando)
(O Homem se assusta.)
Homem – Estamos cercados, cara! O que vamos fazer!
Pecado – Para de chorar, véi! Nóis vai meter o pipoco neles.
Dona Alma – Socorro! Tirem-me daqui! (gritando)
Pecado – Cala boca madame, senão vou meter bala nos seus córneos!
Sargento Miguel – É melhor vocês saírem, se não vamos entrar.
Pecado – Se entrar nóis mata a madame (Gritando)
Sargento Miguel – Se vocês não querem morrer, soltem a vitima e se entreguem (gritando)
Pecado – daqui nóis só sai morto!
Homem – Nóis quem cara-palida! Só você! Por favor não me mata!
Pecado – Cala boca seu chorão. Se não vou te matar também.
Cabo Rafael – Vamos entrar sargento acho que ele vai atirar na vitima.
Pecado – Não entra não, hen!
Homem – Eu quero minha mãe (grita sentado perto da cadeira)
Dona Alma – Esse era o Homem macho?!
Pecado – Cala boca vocês. Eu tenho exigências em troca da madame. (grita)
Cabo Rafael – Não negociamos com marginais.
Homem – E com seqüestradores?
Cabo Rafael – Hai! Vamos entrar, sargento. (nervoso)
Sargento Miguel – Calma soldado! Temos que ter paciência.
(Sargento chama o cabo para o frente do palco e diz.)
Sargento Miguel – Temos que ter estratégia. O homem esta com muito medo vamos usar o medo dele contra ele.
Cabo Rafael – Há sim, e como?!
Sargento Miguel – Vem, você vai ver. (Anda até a posição anterior) Homem, você é um cara safo, inteligente e você não vai querer morrer, então não deixa o Pecado te dominar, liberte a dona Alma e sai com as mãos para cima.
Homem – Tá bom (Gritando)
Pecado – Ta bom! Quem manda aqui sou eu mano, e vou meter é pipoco em todo mundo.
Homem – Não mata eu, não mata eu, sou seu brother, pô!
Pecado – Cara, você vai ter que se decidir ou ta com eles ou ta com nós, mano? (olhando para o homem)
(O Homem fica mudo na duvida.)
Cabo Rafael – Saem e entregue as arma. (gritando)
Sargento Miguel – Nós vamos invadir. (gritando)
Pecado – Sabe de uma coisa?! Eu vou meter pipoco em todo mundo!
(Vira para atirar na Dona Alma, arma faz barulho como se quando não tem bala, Pecado olha para o Homem e pergunta).
Pecado – Ai cumpade, você não carregou a arma?!
Homem – Claro que não! É muito perigoso, alguém pode se machucar! Cara!
Pecado – Eu mato você! (e pega no pescoço dele)
Dona Alma – Eles estão desarmados, podem entra! (gritando)
(A policia entra e prende os dois e desamarram a dona Alma )
Sargento Miguel – Agora a senhora esta livre do Pecado, pode ir dona Alma.
(Neste momento dona Alma levanta e todos ficam parados)
Dona Alma – Quando o pecado entra na vida de um homem sua alma fica aprisiona, vira refém. E o pecado faz do homem o seu capacho até levá-lo a morte. Mas Jesus na sua infinita misericórdia vem para liberta que esta cativo, vem para dar vida e vida com abundancia.

Não deixe que sua alma vire refém do pecado.
Hoje Deus quer te libertar

(Todos em boca de cena agradece. )
Fim

Objetos para peça:
4 Armas de brinque
1 Cadeira
2 Rádios de comunicação de brinquedo
2 Algemas de brinquedo ou pode ser imaginário também.
Som de click de arma, som de porta sendo quebrada ou algo semelhante
Pode improvisar uma parede de compassado para dividir o palco ou a parede ser imaginário.
Roupas dos bandidos podem ser toda de preto.
Roupa dos policias uma bota, camisa cinza estampada nas costa “policia” e calça preta.
1 pessoa para fazer a voz do rádio

Por  Vilcemar do N. Motta



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